Revista Universitas da FANORPI
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<p>A FANORPI – sediada na cidade de Santo Antônio da Platina, no Estado do Paraná, tem o grande privilégio de apresentar a sua revista eletrônica UNIVERSITAS.</p> <p>A revista UNIVERSITAS on-line tem o objetivo de divulgar trabalhos acadêmico-científicos de todos os interessados em exortar seus achados sob o crivo da ciência, pertinentes ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária e cotidiana.</p> <p>Os manuscritos deverão apresentar sobremaneira caráter científico, autenticidade, ineditismo, ao ser submetido ao Conselho Editorial, que passará por apreciação dos pares, podendo serem sugeridas modificações aos autores, aceitação ou recusa do trabalho.</p> <p>O Presidente do Conselho Editorial é o responsável por comunicar a recusa ou aceitação do trabalho submetido.</p> <p>A revista UNIVERSITAS não se responsabiliza, individual ou coletivamente, por opiniões, ideias e interpretações emitidas nos textos, sendo de total responsabilidade dos autores.</p> <p>Ao enviar o trabalho para análise, implicitamente, seu autor concorda com todos os termos das normas de publicações e decisões de Conselho Editorial.</p>pt-BRRevista Universitas da FANORPI2318-8677RACISMO ESTRUTURAL E O CÓDIGO PENAL
https://fanorpi.com.br/universitas/index.php/revista/article/view/304
<p>O crime de racismo é previsto na Constituição Federal de 1988, e é considerado um crime inafiançável e imprescritível. O racismo estrutural se encontra em bases históricas, desde a escravidão até os dias atuais. Deste modo, esta pesquisa visa responder a seguinte questão: Como o Código Penal influenciou na penalização do crime de racismo? O estudo será desenvolvido por meio de pesquisas bibliográficas, e tem como propósito obter informações sobre o tema. O crime de racismo é um crime que atravessa diversos períodos da história, mas com o passar dos anos, ganhou certa visibilidade. Com isso, o crime começou a ser tratado com mais cautela, criando-se diversas leis e normas que visam a proteção dos direitos desses indivíduos. Adentra-se que, com a pesquisa, apesar de existirem diversas leis que garantem um sistema mais justo, ainda há discriminação em diversas esferas da sociedade. A pesquisa revela a dificuldade na efetivação das leis frente à discriminação enfrentada atualmente. Logo, é importante fortalecer não somente as leis, mas como é a efetivação delas, a fim de que as garantias desses indivíduos sejam respeitadas e forma justa.</p>Ana Carolina Rodrigues Ferreira
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2026-08-052026-08-05112120A JUDICIALIZAÇÃO DA MEDICINA E O IMPACTO DA JUSTIÇA GRATUITA NO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO EM PROCESSOS MÉDICOS
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<p>O estudo analisa a judicialização da Medicina e os reflexos da concessão da justiça gratuita em processos médicos. Investiga-se como a ampliação do acesso ao Judiciário, garantida constitucionalmente e disciplinada pelo Código de Processo Civil, afeta a relação médico-paciente e influencia a responsabilidade civil médica. O objetivo é demonstrar em que medida o benefício, criado para assegurar igualdade de acesso, pode favorecer demandas infundadas e gerar enriquecimento ilícito. A metodologia consiste em pesquisa bibliográfica, com levantamento de doutrina, legislação, jurisprudência e dados estatísticos de órgãos oficiais. Identifica-se que a ausência de critérios objetivos para a concessão do benefício contribui para o aumento de litígios, amplia a insegurança dos profissionais da saúde, incentiva a Medicina defensiva e transfere ao médico o ônus financeiro do processo. Verifica-se desequilíbrio processual, pois pacientes ingressam em juízo sem custos enquanto médicos arcam com honorários, perícias e custas, mesmo diante de alegações frágeis. Conclui-se que a gratuidade de justiça é instrumento essencial de inclusão, mas sua concessão indiscriminada acarreta riscos à prática médica e compromete a estabilidade da relação assistencial, evidenciando a necessidade de critérios claros para sua concessão, de modo a preservar a dignidade do paciente, assegurar a proteção do médico e manter a função social do instituto em consonância com o princípio da inafastabilidade da jurisdição.</p>Camila de Souza FariaChristovam Castilho Júnior
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2026-08-052026-08-051122159ASSÉDIO MORAL
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<p>O presente trabalho tem como objetivo analisar o fenômeno do assédio às mulheres no ambiente de trabalho, destacando suas múltiplas dimensões jurídicas, sociais e institucionais. O assédio, em suas diferentes formas, especialmente o moral e o sexual, configura-se como grave violação aos direitos fundamentais das trabalhadoras, comprometendo sua dignidade, liberdade e igualdade, valores consagrados pela Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, a pesquisa busca evidenciar de que maneira a legislação brasileira, incluindo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Código Penal e legislações recentes, como a Lei nº 14.457/2022, prevê mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização, ao mesmo tempo em que aponta fragilidades na efetividade dessas normas. A análise contempla também a jurisprudência dos tribunais, em especial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que tem se posicionado no sentido de reconhecer a gravidade das práticas de assédio e assegurar a reparação de danos às vítimas. Além do enfoque normativo e judicial, o trabalho enfatiza a necessidade de políticas públicas consistentes, bem como de medidas empresariais voltadas à implementação de programas de compliance, treinamento e canais seguros de denúncia, como instrumentos indispensáveis à construção de um ambiente laboral livre de discriminação e violência de gênero. Por fim, ressalta-se que, embora haja avanços no arcabouço jurídico e no debate social acerca da igualdade de gênero, ainda persistem barreiras culturais, estruturais e institucionais que dificultam a plena erradicação do assédio no mundo do trabalho. O enfrentamento eficaz desse problema vai além da simples aplicação rigorosa das normas legais; ele exige um esforço contínuo de conscientização social, educação voltada aos direitos humanos e uma profunda transformação cultural.</p>Jessica da Silva CamargoChristovam Castilho Júnior
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2026-08-052026-08-051126091FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM ÁREAS INFERIORES AO MÓDULO RURAL DE PROPRIEDADE SOB ANÁLISE DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
https://fanorpi.com.br/universitas/index.php/revista/article/view/309
<p>O presente Artigo tem como objetivo analisar o contexto em que o fornecimento de energia elétrica é considerado um serviço básico essencial para coexistência e a vida digna. Em um país marcado por profundas desigualdades sociais e territoriais, a aplicação rígida de normas fundiárias, sem considerar o contexto social consolidado, tem resultado na exclusão de inúmeras famílias do acesso a serviços públicos essenciais, como a energia elétrica. Tal exclusão compromete diretamente o mínimo existencial, conceito jurídico que representa o conjunto de condições básicas indispensáveis para uma vida digna. Nesse sentido, será abordado no estudo a comparação entre o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, sendo esse o pilar da Constituição Federal, e o mínimo existencial. Por conseguinte, será exposto os aspectos jurídicos do parcelamento do solo rural, aborda os conceitos de módulo rural, fração mínima de parcelamento, e as consequências da ocupação irregular. Por fim será analisado a jurisprudência e o papel do Poder Judiciário na garantia do acesso universal ao serviço. Assim, conclui-se que a negativa do fornecimento de energia com base em critérios fundiários viola os fundamentos constitucionais da República e exige uma interpretação que priorize a dignidade humana e a inclusão social</p>Jhonatan José PereiraChristovam Castilho Júnior
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2026-08-052026-08-0511292116LIBERDADE DE IMPRENSA X DIREITO À INTIMIDADE
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<p>O presente artigo tem como objetivo analisar o conflito entre a liberdade de imprensa e o direito à intimidade no ordenamento jurídico brasileiro, evidenciando a crescente relevância deste tema na atualidade, especialmente diante do ambiente digital. O estudo parte da premissa de que ambos os direitos são fundamentais e possuem previsão constitucional na Constituição Federal de 1988. Contudo, por não serem absolutos, estes direitos podem colidir em contextos específicos. A análise enfoca a necessidade de ponderar cada caso concreto, utilizando a teoria da ponderação como instrumento de harmonização. A pesquisa, de base qualitativa, sustenta que a dignidade da pessoa humana deve prevalecer como fundamento central para a solução dessas colisões. Conclui-se que o uso criterioso da ponderação é essencial para garantir tanto a proteção da intimidade quanto a preservação da liberdade informativa em uma sociedade democrática.</p>Mariana Gabriella FarinhaChristovam Castilho Júnior
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2026-08-052026-08-05112117126A (IM)POSSIBILIDADE DE DEMISSÃO DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO POR EMBRIAGUEZ HABITUAL À LUZ DA SAÚDE PÚBLICA
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<p>O presente artigo tem por objetivo analisar a possibilidade de demissão do funcionário público por embriaguez habitual, conforme previsto na alínea "c", do inciso V, do artigo 293, da Lei Estadual nº 6.174/1970 (Estatuto do Servidor Público do Paraná), em contraponto à compreensão contemporânea do alcoolismo como uma doença. A pesquisa justifica-se pelo reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o alcoolismo é uma questão de saúde pública, exigindo tratamento e não penalização. Utilizando uma metodologia qualitativa e exploratória, com método indutivo e revisão bibliográfica narrativa, o estudo confronta o texto legal com os avanços médicos e sociais, analisa princípios constitucionais de proteção ao trabalhador, o direito comparado em outros estatutos e jurisprudências recentes. Conclui-se que a demissão, nestes casos, configura medida arbitrária e desproporcional, devendo o Estado priorizar políticas de prevenção, tratamento, reabilitação e readaptação funcional, em respeito à dignidade da pessoa humana e à função social do trabalho.</p>Maurício de OliveiraChristovam Castilho Júnior
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2026-08-052026-08-05112127146